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sábado, novembro 24

reflexão divina




estava eu nisto neste meu sobre o salto 
em sobressalto 
quando reflecti que deveríamos ter cada um 
cada qual um ritmo sólido 
ido 
digo bem 
cada um para o lado respectivo porque o lado contrário não resulta tão bem 
o lado contrário 
ou melhor 
no lado ao contrário somos como uma família às avessas com netos 
os nossos 
meus 
digo mesmo os meus natais 
depois lá vamos rua fora a passar como se passássemos juntos obrigados a dizer sempre 
como um 
digo eu 
porque não podia mesmo ficar calado

como não me lembrava... não entendi que me viessem lembrar 
lembra-me para me lembrar 
e
talvez um dia
me lembre...  
e se bem me lembro... caiu um o avião 

não me lembro de mais nada.

sexta-feira, novembro 9

uma pequena oração para combater o stress



sábado, agosto 4

I adenda ao capítulo II - mistérios




em concílio os nossos 8 papas analisaram o mito e o rito do grãossíssimo albatroz porque o rito e o mito são dentro da ontologia que defendem o resultado
e
o resultado prende-se com a realidade social ao articular-se na civilização tendo em conta os produtos materiais e espirituais dos albatrozes
e
das gaivotas
logo não devemos deixar de alimentar as gaivotas porque elas são sagradas e o grande albatroz gosta
então as realidades produzidas por mitos e ritos são reais porque estão ligados e inter-ligados pelos mitos e ritos primordiais do espectáculo
e
o mundo condicionado pelas mentes é outra chamada à realidade do grande albatroz
tudo está ligado à chamada realidade porque a realidade oferece extraordinárias propostas para a renovação da natureza
e
é muito importante por estar ligada a natureza à sociedade nada é portanto inteiramente fictício e tão pouco real
logo a gula das gaivotas em nada se compara com a dos gaviões marinhos ou do grande albatroz que se opõe à sociedade porque precisamente
sim
os nossos 8 papas (faltaram 5 para evitar os 13 e todos sabemos que 13 pode dar azar) após análise paciente revelaram que a natureza é mero espectáculo e acrescentaram ser um produto da realidade verdadeira
ou seja
o lado inferior da civilização que não obstante o produto ilustra de forma afirmativa o contrário do que nos é transmitido via senso comum
a lógica do argumento dos nossos papas é considerada
porque a tese dos astros celestes está certa porque revela a verdade
e
é definitiva pelo facto dos objectos que representam a natureza terem surgido em simultâneo com o grande albatroz
e
daí se infere que os astros têm evoluído de forma vulgar
então os mitos primordiais estabeleceram-se no mundo ou digamos que o mundo se tornou produto da civilização e a civilização realizou o projecto no interior dos mitos onde parte da realização se deve aos deuses que caminham
logo podemos sempre concluir que há deuses masculinos e femininos
e
que representam a força que paira por cima da terra
e
a terra representa a feminilidade desses princípios
os papas consideram que o masculino é o grande albatroz e o feminino as restantes gaivotas
as erupções da terra criaram por assim dizer novos mitos com o objectivo primeiro de modificar o mundo e a ritualização dos mitos
é a causa por assim dizer do céu estrelado
e
da perfeição petrificada
no período das grandes gravitações surgiram também novos mitos mas esses pouco nos interessam porque nessa altura a deusa éris ainda não tinha revelado o grande albatroz
e
consequentemente os nossos templos ainda não tinham sido implantados porque simplesmente não havia fiéis
concluiremos que nesse período os astros não passavam de pedras e só muito depois é que se transformaram em bolinhas que se ligaram entre si por pastilhas elásticas também chamadas curvas gravitacionais fomentadoras de naturezas ou produtos da sociedade espectáculo

sexta-feira, fevereiro 17

capítulo II - do conhecimento (nosso)

¡¡plof!!...
escutámos este leve som à nossa direita
torcemos a vista para o lado
e
comprovámos como deslizava...
tratava-se de uma matéria embranquecida e viscosa em forma de fumo
olhámos, agora, para ambos os lados - circunspectos
e
assegurando-nos de que ninguém se deu conta do fenómeno...

boquiabertos ficámos ao vislumbrar como sobrevoava, o nosso espaço, um grande e imaculado albatroz descolado de seus companheiros que migravam rumo a neptuno
o senhor lagarto disse então:
- Sólo le faltó, al estúpido animal, soltar una gran carcajada y señalar con un ala...
e
não mais disse.
porque não era permitido que as orelhas dos não iniciados o ouvissem


mas nós...
estamos longe
muito longe
de pertencermos a essa classe a que - alguns - chamam excêntricos

somos portadores - isso sim - de uma lucidez sem limites
somos deuses

aprendemos isso nos velhos livros
logo...
somos os portadores da ciência antiga
e
cultivamos uma retórica muito própria

com os velhos sábios aprendemos todos estes - muitos - segredos
e
tendo em conta tudo isso
aceitámos com alegria
o niilismo
e
a negação do todo - e do tudo...

nosso inferno é azul
e
com essa cor equipámos a grande orde que enfrentará - num evento desportivo - o exército dos anjos, dos incubos e dos sucubos que os homens criaram

acreditamos,  no entanto, no poder dos sentidos
nas nossas capacidades de fabricar génios e loucos

o nosso mestre era portador de uma visão
e
foi devorado por ela

o nada

com ele nos iniciámos no ilusionismo
e
outras sensações que os homens não aceitam
e
muito menos reconhecem.
a sua loucura deu-nos a conhecer a lucidez e a desesperança

apesar de tudo...
aqui estamos para revelar outros pensamentos
e
decifrar os vossos sonhos
e
se o quiserem -----> adivinhar futuros