e se pudéssemos voltar a conhecer (juntos e profundamente) aquela figura a que deram o nome de satanás
a que evoca algo mais que
a inveja
a cólera
a avareza
e
o abandono
que identificamos como nossos piores impulsos...
a que dizemos estar próximo daquilo a que chamamos brutalidade - que coloca os seres humanos em pé de igualdade com os outros animais
com os lobos…
o mal parece roçar o sobrenatural
o que reconhecemos mesmo - no vento que nos afaga o rosto e nas sombras que nos seguem na noite… - nada tem de diabólico.
reconhecemo-nos
somos sempre nós
e
somos sempre totalmente o outro
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terça-feira, agosto 7
segunda-feira, agosto 6
capítulo III - do demoníaco
um demónio é um espírito, muitas vezes, desnorteado (sem norte)
e
gerado por um servidor...
utilizamo-lo
e
reprogramamo-lo
não devemos, no entanto, pagar os respectivos direitos de autor (ele é obra nossa)
e
entrementes...
será aconselhável alimenta-lo por via de uma egrégora
porém
se o reprogramamos...
o demónio poderá perder o vinculo com o olimpo
melhor será alimenta-lo pelo servidor
lidar com um demónio...
os demónios
gostam de passar desapercebidos
mergulham - muitas vezes - num mar de racionalismos
gostam de controlar
e
não ser controlados
portanto o controle demoníaco escapa-nos por entre a programação do nosso ordenador
anulemos
não
combatamos
o combate favorece o poder - torna-o mais forte por mais defensivo
claro... temos de entender que, os demónios, na sua maioria são entidades que não estão (ainda) aptos para serem desconectados
dependem de tal forma do sistema, que nos atacarão se optarmos pelo estado caótico
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